quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Psicanálise: um pouquinho sobre Winnicott



O psicanalista Donald Winnicott trabalhava com crianças separadas de suas famílias em consequência da Segunda Guerra Mundial quando encontrou um interessante campo de estudo que lhe permitiu perceber etapas fundamentais do desenvolvimento da pessoa. Donald Winnicott constatou, por exemplo, a importância do brincar e dos primeiros anos de vida na construção da identidade pessoal. As conclusões a que ele chegou são preciosas para o trabalho dos educadores. 

Boa parte dos conceitos de Winnicott se refere ao "desenvolvimento emocional primitivo", cujos efeitos, segundo ele, são de importância crucial para o indivíduo por se estenderem para além da infância. Muitos problemas da fase adulta estariam vinculados a disfunções ocorridas entre a criança e o "ambiente", representado geralmente pela mãe. 

Os conceitos de verdadeiro e falso self (em inglês, palavra que se refere à própria pessoa) são um bom exemplo. "O self se forma com base nas experiências que o bebê acumula", diz o psicanalista Davy Bogomoletz, de São Paulo. "É aquilo que, embora indefinível, faz o indivíduo sentir que ele é único." A relação com a mãe leva o bebê a administrar a própria espontaneidade e as expectativas externas. "Se a mãe aceitar as manifestações do bebê - como a fome, o desconforto, o prazer e a vontade -, em vez de impor o que acredita ser o certo, o bebê vai acumulando experiências nas quais ele é sempre o sujeito, e o self que se forma pode então ser considerado verdadeiro", explica Bogomoletz. Porém o self construído em torno da vontade alheia é o que Winnicott chama de falso e que priva o indivíduo de liberdade e de criatividade. 


Aconchego e proteção 
Uma das frases famosas de Winnicott é "não existe essa coisa chamada bebê", querendo dizer que não há criança sem uma mãe (que não precisa ser necessariamente a que deu à luz). Vem daí a idéia da "mãe suficientemente boa", aquela cuja percepção - consciente ou inconsciente - das necessidades do bebê a leva a responder adequadamente aos diferentes estágios do desenvolvimento dele. Isso faz com que se crie um ambiente - nomeado por Winnicott de holding (cuja melhor tradução para o português, segundo Bogomoletz, seria "colo") - propício a um processo de formação de um ser humano independente. "O holding é o somatório de aconchego, percepção, proteção e alegria fornecidos pela mãe", diz ele. Começa como algo vital, como o oxigênio e a alimentação, e se dilui conforme o bebê cresce. 

"Os educadores devem fornecer holding no ambiente escolar", segundo Bogomoletz. Isso significa tratar cada aluno como ele precisa. O termo "inclusão", se levado a sério, indica uma atitude de holding. O acolhimento adequado pode, portanto, ajudar uma criança regida por um self falso - geralmente boazinha e obediente - a se tornar mais espontânea. "No entanto, é preciso que a escola aceite as temporadas de 'mau comportamento'. "Trata-se de adotar sempre uma postura tolerante e criar condições para que a criança desfrute de liberdade. Nada mais importante, nesse sentido, do que o papel da brincadeira - fundamental para Winnicott, não apenas na infância, por misturar e conciliar o manejo do mundo objetivo e a imaginação. "Brincar pressupõe segurança e criatividade", diz Bogomoletz. "Crianças com problemas emocionais graves não brincam, pois não conseguem ser criativas."

O cobertorzinho
O movimento da psique entre o mundo das coisas e as fabricações da mente é uma atividade "transicional", adjetivo fundamental na obra de Winnicott. O conceito mais conhecido é o de "objeto transicional", representado classicamente pelo cobertorzinho a que muitos pequenos se agarram numa determinada fase. "Esse objeto é ao mesmo tempo uma coisa objetiva - existe num mundo compartilhado - e subjetiva - para seu dono, ele faz parte de uma fantasia, possui vida própria", explica Bogomoletz. 

Dessa forma, o objeto transicional prolonga o período em que o bebê se acredita onipotente, enquanto ele substitui essa crença com a aceitação de uma realidade sobre a qual não tem controle nem pode modificar por meio da imaginação. O bebê se vê com poderes mágicos e, com o tempo, percebe a ilusão. Mas, com as brincadeiras e o aprendizado do mundo, a criança, o adolescente e o adulto retêm o poder de criar e adaptam-se às possibilidades reais. "A fantasia é realmente a marca do humano", diz Bogomoletz. "Já a objetividade é uma habilidade que se aprende, como uma segunda língua."

"A escola tem a obrigação de ajudar a criança a completar essa transição do modo mais agradável possível, respeitando o direito de devanear, imaginar, brincar", prossegue o psicanalista. O respeito que os pequenos terão pela objetividade será incorporado por eles, jamais imposto de fora para dentro. Quando livres para criar, eles, segundo Winnicott, vêem no estudo um modo de exercitar o poder de invenção. Se, no entanto, o ambiente escolar não for aberto à brincadeira, "os recreios serão tanto mais selvagens quanto as aulas forem mais opressoras ou supostamente sérias". 

Formação nos campos de guerra
Donald Woods Winnicott nasceu em 1896 numa família rica de comerciantes em Plymouth, na Inglaterra. Ao entrar na faculdade de Medicina, foi convocado para servir como enfermeiro na Primeira Guerra Mundial, na qual fez as primeiras observações sobre o comportamento humano em situações traumáticas. Especializou-se em pediatria, trabalhando 40 anos no Hospital Infantil Paddington. Paralelamente, preparou-se para ser psicanalista. Trabalhou como consultor psiquiátrico do governo, tratando de crianças afastadas dos pais na Segunda Guerra Mundial. Em 1949, separou-se da primeira mulher, a artista plástica Alice Taylor. Dois anos depois, casou-se com Clare Britton, psicanalista e organizadora dos trabalhos do marido. Foi presidente da Sociedade Britânica de Psicanálise e morreu em Londres, em 1971. 
Análise da própria infância e marcas da psicanálise 
O interesse de Winnicott pelo estudo da construção da identidade veio da percepção da influência sufocante da mãe depressiva em sua personalidade. Ainda criança, Winnicott enveredou pelos caminhos da observação científica ao ler os estudos do naturalista Charles Darwin (1809-1892). Já pediatra, conheceu a obra de Sigmund Freud (1856-1939), fez terapia e freqüentou o grupo de Bloomsbury - integrado, entre outros, pela escritora Virginia Woolf (1882-1941) -, em que a psicanálise era tema recorrente. Seu trabalho chega ao Brasil com a criação de várias instituições winnicottianas.


Frases de Donald Winnicott: 
"O precursor do espelho é o rosto da mãe." 

"O buscar só pode vir a partir do funcionamento amorfo e desconexo, ou talvez do brincar rudimentar, como se em uma zona neutra. É apenas aqui, nesse estado não integrado da personalidade, que o criativo, tal como o descrevemos, pode emergir."


Na minha singela opinião e até por uma questão de identificação, Winnicott é o que mais me aproxima daquilo que eu tenho como princípio em relação a uma criança, a criança é o espelho dos pais, e o resultado daquilo que ela vê, que ela sente e principalmente do que ela presencia, vive diariamente, portanto devemos olhar para dentro de nós e de nossas casa também e nos perguntar: - Será que eu estou agindo corretamente, qual será a visão que meu filho vê no espelho dele...???
Assim quem sabe teremos mais crianças plenamente felizes, e pais mais satisfeitos e melhores e em consequência teremos um mundo mais educado e menos violento.


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Desatualização

Peço mil desculpas pela desatualização do blog, prometo que nas próximas semanas estarei em dia com o blog. Devido à problemas pessoais não consegui me dedicar e dar a meu máximo durante esses meses.


Bjus....!!!!!!!!


Nessa...***

terça-feira, 28 de junho de 2011

Poema de amigo aprendiz

"Quero ser o teu amor amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amor amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias..."
Fernando pessoa

Amigos

"Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril"
Fernando Pessoa

sábado, 28 de maio de 2011

A Voz da Árvore

Não me maltrates porque Deus castiga
aquele que me fere é ingrato e impuro
eu sou a macia sombra que te abrigas
o ar que tu respiras leve e puro.

Sou o albergue do pária nos caminhos
e como tu padeço sonho e penso
sou tambem jardim ,jardim suspenso
onde se orquestram as canções dos ninhos

Homem ao céus levanta a tua prece
e agradece ao Senhor clemente e eterno
nas longas noites úmidas de inverno
sou o calor em que teu lar se aquece

Fazer o bem me empolga e me consome
ser o teu teto ser tua rede
ser a linfa que te mitiga a sede
ser o fruto que te mata a fome

Na minha fronde cantam esperanças
passaros trefegos contentes
feliz eu sou a cama em que descansas
e em que dormem teus filhos inocentes

Se dos meus frutos ricos te alimentas
e respiras o odor das minhas flores
tantas vezes acalmo as suas dores
sendo o braço de tuas ferramentas

Procuro distrair-te da tristeza
e defender-te do tufão que arrasa
não te esqueças que sou tua mesa
e que tb sustento tua casa

Sou bordão em que velho tu te amparas
sou berço dos teus primeiros dias
a viola que soluça em noites claras
o rimário das tuas fantasias.

Sou o papel a nobre e eterna ponte
que liga o ocaso ao fúlgido arrebol
Jornal eu levo a vida ao vale ao monte
Livro sou a arte ,a ciencia o pão ,o sol.

Dei-te do cerne rude do meu peito
os barcos com que tu singraste os mares
sou a imagem do teu ideal perfeito
entalhada na cruz dos teus altares.

Se morres como é igual a nossa sorte
sou a tua verdadeira amante
eu sou teu caixão e fiel constante
parto contigo para a própria morte
Salomão Jorge

As sete verdades sobre o bambu....

Depois de uma grande tempestade, o menino que estava passando férias na casa do seu avô, o chamou para a varanda e falou:
Vovô corre aqui! Me explica como essa figueira, árvore frondosa e imensa, que precisava de quatro homens para balançar seu tronco se quebrou, caiu com o vento e com a chuva... este bambu é tão fraco e continua de pé?
Filho, o bambu permanece em pé porque teve a humildade de se curvar na hora da tempestade. A figueira quis enfrentar o vento. O bambu nos ensina sete coisas. Se você tiver a grandeza e a humildade dele, vai experimentar o triunfo da paz em seu coração.
A primeira verdade que o bambu nos ensina, e a mais importante, é a humildade diante dos problemas, das dificuldades. Eu não me curvo diante do problema e da dificuldade, mas diante daquele, o único, o princípio da paz, aquele que me chama, que é o Senhor.
Segunda verdade: o bambu cria raízes profundas. É muito difícil arrancar um bambu, pois o que ele tem para cima ele tem para baixo também. Você precisa aprofundar a cada dia suas raízes em Deus na oração.
Terceira verdade: Você já viu um pé de bambu sozinho? Apenas quando é novo, mas antes de crescer ele permite que nasça outros a seu lado (como no cooperativismo). Sabe que vai precisar deles. Eles estão sempre grudados uns nos outros, tanto que de longe parecem com uma árvore. Às vezes tentamos arrancar um bambu lá de dentro, cortamos e não conseguimos. Os animais mais frágeis vivem em bandos, para que desse modo se livrem dos predadores.
A quarta verdade que o bambu nos ensina é não criar galhos. Como tem a meta no alto e vive em moita, comunidade, o bambu não se permite criar galhos. Nós perdemos muito tempo na vida tentando proteger nossos galhos, coisas insignificantes que damos um valor inestimável. Para ganhar, é preciso perder tudo aquilo que nos impede de subirmos suavemente.
A quinta verdade é que o bambu é cheio de ?nós? ( e não de eus ). Como ele é oco, sabe que se crescesse sem nós seria muito fraco. Os nós são os problemas e as dificuldades que superamos. Os nós são as pessoas que nos ajudam, aqueles que estão próximos e acabam sendo força nos momentos difíceis. Não devemos pedir a Deus que nos afaste dos problemas e dos sofrimentos. Eles são nossos melhores professores, se soubermos aprender com eles.
A sexta verdade é que o bambu é oco, vazio de si mesmo. Enquanto não nos esvaziarmos de tudo aquilo que nos preenche, que rouba nosso tempo, que tira nossa paz, não seremos felizes. Ser oco significa estar pronto para ser cheio do Espírito Santo.
Por fim, a sétima lição que o bambu nos dá é exatamente o título do livro: ele só cresce para o alto. Ele busca as coisas do Alto.
Essa é a sua meta.

Algumas frases....

O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete. 
Aristóteles



Que é um amigo? É uma única alma que vive em dois corpos. 
Aristóteles



Nunca existiu uma grande inteligência sem uma veia de loucura. 
Aristóteles



O melhor médico é aquele que recebe os que foram desenganados por todos os outros. 
Aristóteles



A distância entre o sonho e a realidade chama-se disciplina. 



Não quero ser esquecida...!!!!!!!!!


“Se você não quer ser esquecido quando morrer, escreva coisas que vale a pena ler ou faça coisas que vale a pena escrever.”
Benjamin Franklin

Seminario PPB 2 - Parte Escrita

 ESQUIZOFRENIA
Entre a ficção e a realidade
O QUE É
                   Esquizo = fenda / frenia = mente
                   Cisão entre pensamento e emoção, perdendo a capacidade de integrar as emoções e sentimentos com seus pensamentos, dando a impressão de uma personalidade fragmentada e
                   Um severo transtorno do funcionamento cerebral podendo apresentar :
                   Crenças irreais (delírios) ;
                   Percepções falsas do ambiente (alucinações) ;
                   Delírios persecutórios;
                   Comportamentos que revelam a perda do juízo crítico.
O QUE CAUSA
                   É complexa e multifatorial
                   Uma combinação de fatores ambientais e genéticos:
                   Alterações no desenvolvimento embrionário do cérebro, durante a gestação, o parto e os primeiros meses de vida da criança, período de amadurecimento do cérebro. Se algo de errado acontecer nessa seqüência de eventos muito bem ordenados, o cérebro fica mais vulnerável para o desenvolvimento da doença.
                   Vulnerabilidade biológica, psicológica e social que, quando sujeitas a fatores de stress de origem orgânica ou ambiental, desencadeiam a doença:
                   Perda da sensibilidade dos neurônios ao neurotransmissor glutamato e Excitação excessiva de neurônios secretores de dopamina:
                   Glutamato = vital para estabelecer os vínculos entre os neurônios que são a base da aprendizagem e da memória a longo prazo / Dopamina = Controla níveis de estimulação e controle motor em muitas partes do cérebro
                   O estresse não causa, mas desencadeia os sintomas.
                   Uma das anormalidades presentes no cérebro dos esquizofrênicos está relacionada a alterações na produção dos neurotransmissores, principalmente a dopamina e a serotonina. Podemos afirmar isso, pois os medicamentos usados no tratamento da esquizofrenia (antipsicóticos) atuam reequilibrando esses sistemas de neurotransmissão. A doença também deve estar relacionada a pouca atividade dos genes ligados ao desenvolvimento da mielina, substância que banha o axônio, garantindo a transmissão seus impulsos elétricos de forma adequada no cérebro.
                   A dopamina é um neurotransmissor precursor natural da adrenalina e da noradrenalina. Tem como função a atividade estimulante do sistema nervoso central. A dopamina está por trás da dependência do jogo, do álcool e de outras drogas. A Serotonina está intimamente relacionada aos transtornos do humor, ou transtornos afetivos e a maioria dos medicamentos chamados antidepressivos que agem produzindo um aumento da disponibilidade dessa substância no espaço entre um neurônio e outro.
                   Os esquizofrênicos têm uma diferente percepção da realidade
 pois as informações percebidas pelos órgãos sensoriais não são transmitidas corretamente e por isso “chegam” ao cérebro de forma deturpada, fazendo com que a pessoa tenha uma percepção diferente da normal.

Sintomas

                   Os sintomas aparecem gradualmente ao longo de meses;
                   Começa com dificuldade de concentração;
                   Tensão, insônia, desinteresse por atividades sociais e isolamento;
                   Confunde-se com Depressão e Ansiedade;
                   Desleixo com a aparência também confundidos com  rebeldia ou desvio social;
                   Quando um fato grave acontece: agressão, suicídio, afirmações religiosas ou alucinações auditivas e visuais;

O diagnóstico de PSICOSE está claro.

                   Sintomas Positivos:
                 Alucinações
                 Delírios
                 Pertubação do pensamento
                 Alteração da sensação do Eu


São sintomas que não deveriam estar presentes. Sintomas positivos não são bons sinais. São desordens do pensamento e movimento.    Refletem excesso  das  funções   normais

                  Sintomas Negativos
     Falta de motivação e apatia
     Embotamento afetivo
     Isolamento social
     Deveriam estar presentes mas são ausentes; representam a perda ou diminuição na capacidade de encontrar prazer na vida cotidiana


Os sintomas negativos, por serem mais duradouros e interferirem nas funções básicas como vontade e afetividade, acarretam dificuldades sociais e laborativas. Restrição na variação e intensidade da expressão emocional.

São chamados também de deficitários, como referência à deficiência de algumas funções mentais, como a vontade e a afetividade e é vista pela maioria dos familiares como sinal de preguiça ou má vontade.



Como é feito esse diagnóstico ?
O diagnóstico da esquizofrenia é feito pelo especialista a partir das manifestações da doença. Não há nenhum tipo de exame de laboratório  (exame de sangue, raio X, tomografia, eletroencefalograma, etc.) que permita confirmar o diagnóstico da doença. É feito pelo conjunto de sintomas que o paciente apresenta e a história como esses sintomas foram surgindo e se desenvolvendo.

Períodos evolutivas da doença:

Fase prodrômica: onde há retraimento social gradual, diminuição de interesses, mudanças na aparência  e higiene, alterações cognitivas,
comportamento bizarro ou excêntrico;
Fase ativa: quando há alterações na forma e conteúdo do pensamento, distorções da percepção, prejuízo da volição, inadequação do afeto, alteração do juízo, declínio cognitivo e de funcionamento social.
Fase residual: ausência de sintomas da fase ativa, porém, há evidencia de perturbação, como por exemplo, a existência de crenças bizarras, experiências perceptuais incomuns, afeto inadequado.


A esquizofrenia não tem origem em experiências da infância, em pais descuidados ou na falta de força de vontade e os sintomas não são idênticos em todos os doentes.
A esquizofrenia é uma doença da fisiologia do cérebro, que prejudica seriamente a capacidade de pensar de modo ordenado e de estabelecer relações humanas normais. Alguns doentes com esquizofrenia têm grandes dificuldades em fazer a distinção entre o real e o imaginário e de um modo geral são indivíduos que se isolam e se tornam apáticos.

Genética : Há uma relação linear e direta entre o grau de parentesco e a probabilidade de surgimento da esquizofrenia:

Nenhum parentesco = 1%
Parentesco distante = 3 a 5%
Pai ou mãe = 10 a 15%
Irmão esquizofrênico = 20%
Gêmeo univitelino = 50 a 60%.

A  teoria genética, portanto explica em boa parte de onde vem a doença. Porém, se explicasse tudo, a incidência de esquizofrenia entre os gêmeos idênticos seria de 100%.


TRATAMENTO
                   Tratamento precoce não previne a doença
                   Medicação apenas controla os sintomas;
                   Trat. Farmacológico com uso de medicamentos antipsicóticos atípicos;
                   Como regulador das atividades cerebrais desequilibradas;
                   Mas não regulariza completamente;
                   Terapias complementam esse tratamento medicamentoso.

Tipos de Esquizofrênia
                   Paranóia - caracteriza-se por ilusões e alucinações.
                   Desorganização - consiste em um pensamento desorganizado, um comportamento que parece incoerente aos demais e falha na expressão de emoções.
                   Catatonia - pessoas com esquizofrenia catatônica podem ficar paradas e caladas.
                   Indiferenciada: isolamento social marcado e uma diminuição no desempenho laboral e intelectual, uma certa apatia e indiferença relativamente ao mundo exterior.
                   Residual: predomínio de sintomas negativos,  apresentam um isolamento social marcado por um embotamento afetivo e uma pobreza ao nível do conteúdo do pensamento.


Vivendo com a Esquizofrênia

                   Culturalmente o esquizofrênico representa o estereotipo do "louco", um indivíduo que produz grande estranheza social devido ao seu desprezo para com a realidade.
                   A esquizofrenia traz ao paciente um prejuízo tão severo que é capaz de interferir na capacidade de atender às exigências da vida e da realidade.
                   Os pacientes necessitam em geral de psicoterapia, terapia ocupacional, e outros procedimentos que visem ajudá-lo a lidar com mais facilidade com as dificuldades do dia a dia.
                   Atitudes hostis, criticas e superproteção prejudicam o paciente; apoio e compreensão são necessários para que ele possa ter uma vida independente e conviva satisfatoriamente com a doença.

Mais Informações

                   Atinge 1% da população mundial;
       Igual proporção entre Homens e mulheres;
       Inicia-se no Homem por volta dos 18-25 anos e na Mulher dos 25-35 anos;
       Uso de substâncias ilícitas é comum em pacientes  esquizofrênicos, atingindo até 60% destes, piorando os sintomas e interferindo com a aderência do paciente ao tratamento.
       Para o movimento anti-psiquiatria a esquizofrenia era considerada um estilo de vida e não uma doença mental, ele era rotulado pela sociedade só pelo fato de quebrar as regras por ela impostas.
       Um terço dos indivíduos que se tornam esquizofrênicos tem dificuldades antes dos cinco anos de idade incluindo acidentes Perinatais, atraso da marcha, dificuldades alimentares, perturbações da linguagem e perturbações do comportamento. Dos seis anos à puberdade, o trabalho escolar é medíocre, em dois terços dos futuros doentes, com perturbações da linguagem, perturbações psicomotoras, dificuldades de socialização, atraso do desenvolvimento afetivo e idéias bizarras. Todas estas perturbações acentuam-se no momento da puberdade, com dificuldades de inserção, conflitos familiares ou sociais e insucessos na aprendizagem.

Explicação da Psicanálise

                   Teoria psicanalítica – esta está na base das teorias freudianas e defende que a ausência de relações interpessoais satisfatórias estaria na origem do aparecimento da esquizofrenia. Remetem para a fase oral do desenvolvimento psicológico, na qual "a ausência de gratificação verbal ou da relação inicial entre mãe e bebê conduz igualmente as personalidades "frias" ou desinteressadas (ou indiferentes) no estabelecimento das relações".



Bibliografia

                   http://www.psicosite.com.br/tra/psi/esquizofrenia.
                   http://www.entendendoaesquizofrenia.com.br
                   http://saude.hsw.uol.com.br/esquizofrenia1.htm
                   http://www.slideshare.net/sc097969/trab-final-presentation


Transtorno Dissociativo de Identidade

Dissociação
A dissociação é uma condição psicológica e psiquiátrica onde é percebida perda da unidade psíquica, ou seja: existe a cisão da mente e da percepção do self e do corpo. Estruturas que deveriam estar unidas e interligadas na consciência de desligam, causando os fenômenos da dissociação. Memória, identidade, percepção do ambiente e do corpo de desconectam.
Dentro do que Cardeña chamou de “Domínio da Dissociação”, há algumas causas para os quadros dissociativos, entre eles, mecanismos de defesa associados a fenômenos variados, que agem como agentes controladores de informação que causam ansiedade e/ou sofrimento.
Transtorno de Personalidade Múltipla (Transtorno Dissociativo de Identidade)
O Transtorno Dissociativo de Identidade (Transtorno de Múltiplas Personalidades) faz parte do quadro de transtornos dissociativos e se caracteriza pela presença de duas ou mais identidades distintas que, recorrentemente, assumem o controle do comportamento.
As personalidades distintas são entendidas como estados de self, estados de personalidades e não partes independentes, “novas pessoas”, mas tão somente representam aspectos do paciente que precisam ser trabalhados.
Diagnóstico
O diagnóstico de TDI é muito difícil de ser feito devido ao alto grau de comorbidade: geralmente ele vem precedido à Depressão, Transtorno Obsessivo Compulsivo ou Transtornos de Ansiedade. As personalidades em si aparecem, na maioria dos casos, gradualmente na vida do paciente e causam pequenas mudanças, atribuídas as oscilações de humor.
Características Diagnósticas
O mecanismo básico do TDI é envolver e isolar as partes cindidas da memória ou da percepção, para escapar da intolerável ansiedade ativada por essas áreas da mente que retinham os elementos do conflito traumático.
O principal sintoma da TDI é o flashback, uma vez que ele está intimamente ligado a distorções na memória e, muitas vezes, à amnésia. Ao passo que o senso de tempo do paciente é lentificado.
Tratamento
O tratamento é longo e doloroso para o paciente, já que deve-se trabalhar as causas e pontos específicos que desencadeiam o episódio de ansiedade. A abordagem varia de acordo com o psicólogo e o objetivo final é a integração das personalidades.
Referências
Processos Psicológicos Básicos; David G. Myers; 7ª edição; PLT
Hoje Eu Sou Alice; Alice Jamienson; Editora Larousse
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1516-44461999000400014&script=sci_arttext


Transtorno de Conduta
Os transtornos de conduta são diagnosticados em menores de 18 anos de idade, que apresentam um padrão repetitivo e persistente de comportamento que viola os direitos básicos dos outros ou as normas sociais, com as características de: agressão a pessoas, crueldade com animais, destruição grave de propriedades, comportamento incendiário, desobediência grave e persistente, mentiras repetidas, “cabular” aulas, fugir de casa, furtos repetidos ou assaltos com arma, comportamento provocativo desafiador, ataques de birra incomunente freqüentes e graves ou sérias violações de regras sociais importantes compatíveis com a idade. Para indivíduos com mais de 18 anos, um diagnostico de Transtorno de Conduta (F91) aplica-se apenas se não forem satisfeitos os critérios para Personalidade Psicopática (F60.2), que são transtornos graves de personalidade, permanentes, resistentes a tratamentos atuais e irreversíveis no decorrer da vida.
O diagnóstico de Transtorno da Personalidade Anti-Social não pode ser dado a indivíduos com menos de 18 anos (DSM-IV, CID10, Lei nº 8. 069, de 13 de julho de 1990-Estatuto da Criança e do Adolescente).
Estes transtornos estão em nossa época, disparados na frente de todos os outros transtornos da infância e da adolescência, na busca de ajuda de profissionais de saúde mental. O crescimento dos crimes, em numero e gravidade, cometidos por crianças e adolescentes tem alarmado as sociedades, que modificam as leis sobre a delinqüência juvenil e tentam rebaixar a idade responsável criminal com aumento das penas para os jovens infratores, ou procuram diagnósticos psiquiátricos de periculosidade para internar os infratores e os afastar da sociedade, com pena de institucionalização prolongada ou perpetua.
Na CID 10 estes transtornos de conduta se encontram englobados em F91: Restrito no contexto familiar, Não Socializado, Socializado e Desafiador de Oposição; no DSM-IV o Transtorno Desafiador de oposição encontra-se separado.
As leis sobre a prática de atos infracionais cometidos ante dos 18 anos de idade costumam ser especiais e, segundo essas leis, as crianças antes dos 12 anos e os adolescentes entre 12 e 18 anos são penalmente inimputáveis, mas sujeitos a medidas especiais. Entre as medidas, o que pode ser requerido o diagnostico de especialistas para saber se apresentam transtorno de conduta. O inicio pode ser na infância, antes dos 12 anos de idade, ou na adolescência, após os 12 anos.
A gravidade diagnosticada pode ser: a) leve, com poucos problemas de conduta, causando pequenos danos aos outros; b) grave, com muitos problemas e dano considerável a outros; e c) moderada, entre leve e grave.
Critérios Diagnósticos para Transtorno de Conduta
A)               Três ou mais dos 15 critérios seguintes, presentes nos últimos 12 meses:
·      Freqüentemente provoca, ameaça ou intimidam outros.
·      Freqüentemente inicia lutas corporais.
·      Utilizou arma capaz de causar sério dano a outros (por exemplo: tijolo, garrafa quebrada, faca, arma de fogo).
·      Foi fisicamente cruel com outras pessoas.
·      Foi fisicamente cruel com animais.
·      Furto ou roubo com confronto com a vítima (bater, arrancar bolsa, extorsão)
·      Forçar alguém a ter relação sexual consigo.
·      Envolveu-se deliberadamente na provocação de incêndio com a intenção de causar sérios danos.
·      Destruir deliberadamente a propriedade alheia (diferente da provocação de incêndio).
·      Arrombou residência, prédio ou automóveis alheios.
·      Mentiras com freqüência para obter bens ou favores para evitar obrigações legais (isto é, ludibria as pessoas).
·      Furto de objetos de valor sem confronto com a vítima.
·      Freqüentemente permanecem na rua a noite, apesar de proibições.
·      Fugir de casa.

B)                A perturbação no comportamento causa prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social, acadêmico ou ocupacional.
C)               Se o indivíduo tem 18 anos de idade ou mais, não são satisfeitos os critérios para o Transtorno da Personalidade Social. Portanto, um adulto acima de 18 anos pode ter o diagnostico de Personalidade Anti-Social e o adolescente, antes dos 18 anos, só pode ter o diagnostico de Transtorno de Conduta.


Características Associadas

As mais importantes características associadas são sintomas psiquiátricos, falhas escolares e relacionamento social distorcido.

Sintomas Psiquiátricos e Falhas Escolares, Interação Social, Grupo Normal exaltado, bando delinqüente juvenil, gangue de violência.

Sintomas emocionais: mais comumente a tristeza e insatisfação, sem caracterizar transtorno emocional.
Hiperatividade: inquietude, desatenção, impulsividade e atividade exagerada, sem caracterizar um transtorno hipercinético. A combinação do sistema piora o prognóstico.
Falhas escolares: muitas vezes é por QI mais baixo; outras vezes é por transtornos específicos de leitura por leitura ou escrita. Um terço dos indivíduos com transtorno de conduta quando testados, apresentam transtornos específicos de leitura e escrita.

Causas
As causas podem ser genéticas, por atitudes familiares e por ambiente próximo.

Ø                Genes ou Ambiente
Ø                Mecanismos Fundamentados na Criança
Ø                Ambiente próximo, tais como:
Ø                Transtornos psiquiátricos dos pais.
Ø                Criminalidade em seu contexto familiar.
Ø                Fatores sociais e escolares.
Ø                Maus tratos e abuso sexual.
Intervenção Terapêutica

Os fracassos terapêuticos são os mais registrados. Novos programas preventivos e novos projetos terapêuticos tem resultado em fracassos, pois há aumento crescente na freqüência e gravidade dos transtornos anti-sociais, dos crimes e da violência. As cortes juvenis não dão conta do numero excessivo de julgamentos e há dificuldades para cumprir as penas, por falta de locais adequados que a lei exige para os adolescentes.
Tratamentos Psicológicos
Os tratamentos psicológicos podem ser focalizados no adolescente, na família e na comunidade. Os tratamentos mais difundidos são em grupo. Algumas vezes, o paciente é introduzido num grupo com outros problemas, mas outras vezes é a terapia de grupo de delinqüentes, especialmente em instituições onde são confinados após julgamentos.
Psicopatia



Definição

A psicopatia é um estado mental patológico caracterizado por desvios, principalmente, de caráter, que desencadeiam comportamentos antissociais. Esse desvio de caráter costuma ir se estruturando desde a infância. Por isso, na maioria das vezes, alguns dos seus sintomas podem ser observados nesta fase e/ou na adolescência, por meio de comportamentos agressivos que, durante estes períodos, são denominados de Transtornos de Conduta. A psicopatia é um transtorno que tende a se cronificar e causar prejuízos na vida do próprio indivíduo e de quem com ele convive e na sociedade como um todo.
Por fazer parte dos transtornos de personalidade, a psicopatia só pode ser diagnosticada a partir dos dezoito anos de idade. É importante ressaltar que os transtornos de personalidade não são propriamente doenças, mas anormalidades do desenvolvimento psicológico que perturbam a integração psíquica de forma persistente e ocasionam no indivíduo padrões profundamente entranhados, inflexíveis e mal-ajustados, tanto em relação a seus relacionamentos, quanto à percepção do ambiente e de si mesmos. Após se concretizar, a psicopatia se torna um fator de risco: podem ocorrer atos infracionais, pois os indivíduos acometidos por este transtorno têm maior facilidade em utilizar charme, manipulação, mentira, violência e intimidação para controlar as pessoas e alcançar seus objetivos.

Introdução

Os termos Psicopata, Sociopata, Anti-social, Transtornos de Conduta, Delinqüência, Borderline e muitos outros congêneres, juntamente com conceitos tais como Personalidade Criminosa, Personalidade Psicopática, Propensão ao Delito, etc., estão constantemente sendo revistos pela psiquiatria em geral e, particularmente, pela Psiquiatria Forense. Toda essa temática tem, também, um grande interesse para a sociologia, política e antropologia, na medida em que a sociedade tem se surpreendido com fenômenos de agressividade e violência estarrecedoras.
As perenes ocorrências de crimes seriais, juntamente com as igualmente perenes atitudes destrutivas de fundo religioso e político e as atuais conturbações do mundo moderno, principalmente as grandes tragédias político-sociais que abalam os grandes centros, como por exemplo, as ações terroristas, têm chamado muito a atenção sobre a destrutividade potencial que caracteriza a conduta de algumas pessoas.

Sintomas Gerais
Dentre estas, estão: charme superficial, boa inteligência, ausência de delírios e de outros sinais de pensamento irracional, ausência de nervosismo e de manifestações psiconeuróticas, falta de confiabilidade, deslealdade ou falta de sinceridade, falta de remorso ou pudor e tentativas de suicídio.   Comportamento antissocial inadequadamente motivado, capacidades de insight, julgamento fraco, incapacidade de aprender com a experiência, egocentrismo patológico, incapacidade de sentir amor ou afeição, vida sexual impessoal ou pobremente integrada e incapacidade de seguir algum plano de vida também fazem parte dessas características. E ainda: escassez de relações afetivas importantes, comportamento inconveniente ou extravagante após a ingestão de bebidas alcoólicas, ou mesmo sem o uso destas, e insensibilidade geral a relacionamentos.


Características da Personalidade Psicopática
Blackburn (1998) desenvolveu uma interessante tipologia para os subtipos de psicopatas, inclusive considerando o aspecto Anti-social como se tratasse de um dos sintomas possíveis de estar presente em certos casos. Inicialmente ele fez uma distinção entre dois tipos de psicopatas e ambos compartilhando um alto grau de impulsividade: um Tipo Primário, caracterizado por uma adequada socialização e uma total falta de perturbações emocionais, e um Tipo Secundário, caracterizado pelo isolamento social e traços neuróticos.

               Apesar de todas variações tipológicas dos mais diversos autores, todos parecem estar de acordo nas características nucleares do conceito; impulsividade e falta de sentimentos de culpa ou arrependimento. Mais tarde os 2 subtipos de Blackburn (Primário e Secundário) foram aprimorados em 4 subtipos mas, para nosso trabalho, apenas esses dois tipos iniciais são relevantes :
1 - Os Psicopatas Primários, caracterizados por traços impulsivos, agressivos, hostis, extrovertidos, confiantes em si mesmos e baixos teores de ansiedade. Neste grupo se encontram, predominantemente, as pessoas narcisistas, histriônicas, e anti-sociais. Sua figura pode muito bem se identificar com personalidades do mundo político.
2 - Os Psicopatas Secundários, normalmente hostis, impulsivos, agressivos, socialmente ansiosos e isolados, mal-humorados e com baixa auto-estima. Aqui se encontram anti-sociais, evitativos, esquizóides, dependentes e paranóides. Podem ser identificados com líderes excêntricos de seitas, cultos e associações mais excêntricas ainda.
Entre esses 2 subtipos, as pessoas pertencentes ao grupo dos Psicopatas Secundários, seriam as mais desviadas socialmente, são também desviadas em outros aspectos. Nessas pessoas é onde mais se encontram as anormalidades no Eletroencefalograma, as quais têm sido descritas precocemente.
Os Psicopatas Primários, por sua vez, têm mais excitação cortical e autonômica, e maior tendência a buscar sensações. Entre esses grupos existem também diferenças quanto à agressividade e criminalidade.
Os Psicopatas Primários ainda teriam convicções mais firmes para efetuar crimes violentos, enquanto que os Psicopatas Secundários para os roubos. Psicopatas Primários e Psicopatas Secundários seriam mais dominantes, tanto em situações ameaçantes como aflitivas, mas os Psicopatas Secundários mostram mais fúria diante da ameaça, tanto física como verbal.
Os Psicopatas Primários e Psicopatas Secundários podem corresponder à brilhante classificação de Millon ao Psicopata Carente de Princípios (veja adiante). Esses dois subtipos compartilham alguns traços em comum, mas os Secundários têm muito mais ansiedade social e traços de personalidade esquizóides, evitativos e passivo-agressivos. É muito provável que a maioria ingresse no critério mais amplo de borderlines.
Psicopatia em relação ao genero

Em relação ao gênero, a psicopatia apresenta algumas peculiaridades, pois existem diferenças na prevalência, incidência, curso, comportamentos e idade de manifestação entre os sexos. Os primeiros sintomas costumam aparecer, no sexo feminino, durante o período da pré-puberdade e, no sexo masculino, antes desta fase.
A prevalência e a incidência de mulheres psicopatas são menores que a dos homens, chegando a menos da metade de mulheres com este diagnóstico.

Existem, porém, poucos estudos relacionando o sexo feminino a este transtorno. Acredita-se até que, muitas vezes, a psicopatia possa estar sendo não diagnosticada no sexo feminino.

Foi confirmado através de estudos a diferença existente entre homens e mulheres em relação à prevalência, mas também mostrou que em termos de grau de intensidade do transtorno não existe diferença significativa entre os sexos. Neste mesmo estudo,verificou-se também que, a insensibilidade, a falta de empatia e a delinqüência juvenil discriminaram o gênero masculino, enquanto o comportamento sexual promíscuo discriminou o gênero feminino.

Estes dados vêm ao encontro dos achados de Shine (2000), que também apontou o fato de o sexo feminino estar relacionado com comportamentos de promiscuidade e abuso de substâncias alcoólicas.

Quando as mulheres sofrem traumas na infância têm maiores chances de apresentar comportamentos agressivos quando adultas. Foi encontrada também uma forte associação entre traumas de outros tipos e agressividade e entre psicopatia e agressividade. Além disto, nas mulheres a negligência emocional é fator bastante influente no comportamento antissocial.

Estudos apontam que o perfil de mulheres com o transtorno psicopático apresenta, durante o período da infância, negligência por parte de seus cuidadores, profundo sentimento de isolamento e introversão.
Na adolescência, começa a intensificação de comportamentos antissociais, adição de várias substâncias como álcool e outras drogas, podendo até mesmo ocorrer comportamentos sexuais promíscuos e perversos. Quando adultas, são mulheres que não gostam de ser contrariadas, são bastante persuasivas, sedutoras e carismáticas, têm contato volúvel com a realidade e dificilmente possuem relacionamentos emocionais intensos.

Psicopatia e a sua relação com as funções cerebrais

Além das questões psicológicas e sociais envolvidas nas características dos psicopatas, existem indícios de que prejuízos emocionais também podem estar associados com algum tipo de dano no córtex pré-frontal. Algumas evidências obtidas em pesquisas nesta área sugerem que anormalidades cerebrais podem ser responsáveis por inúmeros aspectos clínicos da psicopatia. Nos seres humanos, o córtex é altamente desenvolvido e é responsável pelas características que nos distinguem de outros animais. A autoconsciência, a capacidade de resolução de problemas e a capacidade de planejamento são algumas dessas características. Portanto, danos nesta parte cerebral podem comprometer muito a vida dos indivíduos afetados.
Vários estudos mostram a associação entre lesões pré-frontais e comportamentos impulsivos, agressividade e inadequação social.
A psicopatia adquirida é um exemplo da mudança de comportamento que pode ocorrer após uma lesão nesta área. Ou seja, um indivíduo apresenta comportamentos dentro dos padrões normais e, após sofrer um acidente em que o córtex é atingido, passa a apresentar comportamentos antissociais. Estes dados confirmam o fato de que possa existir um componente cerebral envolvido no comportamento dos psicopatas.
Em uma pesquisa utilizando neuroimagem, os autores buscaram compreender quais seriam exatamente os fatores cerebrais que estariam associados à psicopatia. Nessa pesquisa, encontraram uma diminuição da matéria cinzenta na região pré-frontal, uma diminuição do volume do hipocampo posterior e um aumento da matéria branca do corpo caloso, diferenças estas que, segundo eles, contribuiriam para o aparecimento de comportamentos mais agressivos.
Ainda são necessários estudos mais aprofundados em relação ao funcionamento cerebral, pois existem indicativos de que possa haver associação entre disfunção cerebral e comportamento agressivo ligado à psicopatia, mas ainda não existem dados definitivos a respeito.

Sociopatas

(sócio+patia) Desequilíbrio patológico que se manifesta num comportamento anti-social e impulsivo ou agressivo.

Sistematização da atitude humana violenta:

1.Comportamento violento
2.Personalidade Psicopática
2.1 – Transtorno Psicopático e Sociopático
2.2 – Personalidade Anti-social
2.3 – Personalidade Criminosa
2.4 – Personalidade Psicopática e Moral
2.5 – Violência no Psicopata
3.Personalidade Borderline
4.Transtorno Explosivo da Personalidade
5.Transtorno de Conduta
6.Agressividade em Crianças e Adolescentes

Ø                 DEFINIÇÃO – SOCIOPATA
A Sociopatia pode ser definida como: “transtorno da personalidade anti-social” ou “transtorno da personalidade dissocial”. Os sociopatas caracterizam-se pelo egocentrismo, desprezo por todo gênero de leis, regras e obrigações, assim como pelo bem estar alheio. Não se trata de nenhum atraso mental, na medida em que os indivíduos sociopatas apresentam um QI normal e até acima da média. A sociopatia tem vários graus, desde simplismente os socialmente perniciosos,, passando pelas personalidades odiosas, até criminosos brutais. Felizmente apenas uma parte dos sociopatas se transformam em criminosos violentos, estupradores e assassinos seriais. Tratamento inexistente.
Características Gerais
O Sociopata é caracterizado pelo desprezo das obrigações sociais e a falta de consideração com os sentimentos dos outros. Eles possuem um egocentrismo exageradamente patológico, emoções teatrais e falsas, pobre ou nenhum controle da impulsividade, baixa tolerância para frustração, baixo limiar de descarga de agressão, irresponsabilidade, falta de empatia com os outros, ausência de sentimentos de remorso e de culpa em relação ao seu comportamento.
Essas pessoas são geralmente cínicas, incapazes de manter uma relação leal e duradoura, manipuladora e incapazes de amar. Eles mentem exageradamente sem constrangimento ou vergonha, subestimam a insensatez das mentiras, roubam, abusam, trapaceiam, manipulam dolosamente seus familiares e parentes, colocam em risco a vida de outras pessoas e, decididamente, nunca são capazes de se corrigirem . Esse conjunto de caracteres faz com que os psicopatas sejam incapazes de aprender com a punição ou incapazes de midificar suas atitudes,
Na vida social, o sociopata costuma ter um charme convincente e simpático para as outras pessoas e, não raramente, ele tem uma inteligência normal ou acima de média.
A teatralidade e a manipulação social dos sociopatas é tão convincente que poucas pessoas após algum contato duradouro com os sociopatas são capazes de imaginar o seu lado negro, mau e perverso. Esses atributos os sociopatas são capazes de esconder durante toda a vida. Vitimas fatais de sociopatas violentos percebem seu verdadeiro lado apenas alguns momentos antes de sua morte. (Citações do blog)
Existem relatos de sociopatas que tem consciência do que fazem, mas culpam suas vítimas, por serem tolas, impotentes ou por terem o destino que merecem; podem minimizar as conseqüências danosas as suas ações, ou simplesmente demonstrar completa indiferença.
Predadores Sociais: a escala de valores do sociopata é tão precária e inexistente que eles mesmos se consideram assim e sentem orgulho disso. Eles costumam dissimular perfeitamente a intenção agressiva e violenta, normalmente atendo-se á intimidade doméstica ou agindo sorrateiramente. Trata-se, de fato, de uma agregação predatória, comumente acompanhada por excitação mínima do Sistema Nervoso Autônomo (são frios), bem planejados, intencionais e pouco emocionais.


Referências:
Serial Killers – Made in Brazil
Por: Ilana Casoy
www.edarx.com.br

DSM IV – TR ( Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais)
4ª Edição – American Psychiatric Association
Editora: artmed